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08 janeiro 2012

Michel Teló e redes sociais, como esta esse relacionamento?




Entre as milhões de coisas positivas que a internet nos trouxe, uma das mais importantes foi possibilidade de ter contato com as mais variadas opiniões. Ou pelo menos isso sempre pareceu ótimo. Mas ao longo do tempo, essa variedade tem descambado para o excesso, que por sua vez gera superficialidade. O pior, agora, é que estamos na fase de obrigatoriedade de opinião: se você não tem algo a falar do último vídeo de crueldade absurda que aparece no Facebook, você é fraco.


Isso se deve às ferramentas que escolhemos para falarmos com o mundo online. Em 140 caracteres ou um update no Facebook, que será lido por uma geração sem paciência para passar da primeira linha, o que cabe sobre qualquer assunto? Normalmente opiniões extremadas e/ou engraçadinhas. E como todo mundo entra na discussão, você se sente obrigado. O problema é que a curtida em um artigo polêmico ou o retweet de uma piada vira uma discussão sobre os valores culturais de um país. Discussão rasa, com frases curtas, ironias e blocks em quem discorda. Poucas coisas exemplificam melhor essa tendência horrorosa do que o caso Michel Teló.


Sim, Michel Teló. O cara cantou uma música grudenta, bem produzida, que caiu nas graças de gente famosa do mundo todo, de Cristiano Ronaldo a Rafael Nadal. Eu nunca colocaria estachanson em uma playlist minha, mas músicas dançantes, grudentas, que falam de balada sempre foram as que ficaram em primeiro lugar das paradas de qualquer lugar do mundo nos últimos 50 anos. Não há muita novidade aí a não ser o estouro internacional – o vídeo teve 100 milhões de visualizações no Youtube! Se não estivéssemos superconectados, o assunto nunca apareceria em conversas de bar (no tempo que as pessoas conversavam mais ao vivo) dos, digamos, grupos que eu participo. Na era pré-internet, meus amigos roqueiros não sentavam e discutiam Macarena, se ela empobrecia a cultura ou se todo mundo que ouvia era idiota. O raciocínio é simples: se você não gosta, pra quê discutir? Se você gosta, pra que discutir também? Vá dançar, diabos.

Depois do fim de ano, era impossível não ver o Teló na minha timeline


Mas com a internet tudo muda, porque notícias que as pessoas outrora ignorariam se amplificam. E elas estão ali na sua timeline, diabos, como virar a cara? A revista Época saiu com o Mike T (ou pelo menos esse é o apelido que eu quero fazer pegar) na capa. A manchete, sensacionalista como qualquer manchete de revista é, diz que ele “representa nossa cultura”, o que causou revolta em setores do Facebook. “Chico que representa nossa cultura”, bradaram alguns. Outros resolveram superanalisar a letra, uma bobagem por completo, devidamente rebatida pelo Gravataí Merengue.


O mais incrível é que a reportagem da Época era de fato boa. Acompanharam o cara, a sua rotina, conversaram com especialistas de música, antropólogos e sociólogos que sustentaram de maneira bem convincente porque Mike T representa uma parte importante da nossa cultura – não apenas pelo lado “música festiva” que existe desde sempre, mas por trazer um ritmo e estéticaoriginalmente C/D/E repaginado que pode entrar em todas as classes, agora que temos signos comuns, do Twitter às baladas country.


Mas, de novo, na internet só vemos a capa, ou o título de um post, e discutimos em cima disso. E se tuitarmos “acho que a reportagem está correta, mas discordo da escolha de palavras da capa”, ninguém vai ligar. Mas se viermos com algo mais impactante, tipo uma bizarra comparação com os Beatles, teremos dezenas de retweets, alguns unfollows, alguns novos seguidores, amigos de verdade que ficaram profundamente bravos.


E esse tipo de discussão reducionista é tentadora para nossa vaidade – cria-se um círculo vicioso de polemistas do Twitter, com opiniões cada vez mais extremadas e, o que eu acho mais perigoso, uma necessidade de opinião. Lembra do caso Belo Monte? O vídeos dos globais tinha uma ou outra bobagem, mas uma tese razoavelmente sólida. E aí alguns universitários fizeram um vídeo-resposta que também tinha seus méritos (mais técnicos) mas também alguns buracos de argumentação. O embate no Youtube se amplificou nas redes sociais: de repente o povo se viu obrigado a escolher um lado: “ecochatos celebridades” ou “racionais progressistas” (ou pelo menos essa era a simplificação). Cada like no Facebook era um voto, em uma discussão que está muito longe de acabar e é muito mais complexa do que os argumentos apresentados.


Então, amiguinho, cuidado. Discutir assuntos variados é fundamental para qualquer pessoa. Mas correr sem argumentar ou ler, apenas para virar partidário de qualquer ideia e ser mais cool entre um círculo de amigos que você nem conhece na vida real pode ser tentador, mas não nos enriquece de forma alguma. O ambiente bélico de algumas discussões da internet tem, em última instância, empobrecido as opiniões, pela quase necessidade de ser raso — o Meio é a mensagem, como disse McLuhan, e neste caso a mensagem é rápida e sem espaço para críticas. Este meio tem feito todo mundo ficar meio avesso a discordâncias. Hoje há rótulos para os que pensam diferente: quem discorda da gente é instantaneamente troll, quem é de oposição vira golpista-fascista, quem defende a legalização da maconha vira maconheiro vagabundo, e por aí vai.[ GIZMODO ]

20 maio 2011

Oito "pranchadores" são demitidos por imitarem a brincadeira de Facebook no trabalho

A brincadeira de “pranchar” já causou a morte de um homem na Austrália, e agora oito funcionários da empresa australiana Woolworths foram demitidos por ficarem se equilibrando em carrinhos de compras, máquinas de triturar carne e qualquer outro lugar que eles descobriam que valia a pena ficar deitado.
Primeiro, o gerente assistente foi pego deitado em gôndolas de dois metros de altura. Depois, três empregados foram demitidos após “pranchar” em carrinhos de compras e enviar as fotos para o Facebook. Bem, a estupidez não para por aí, já que dois funcionários que trabalham na parte de carnes foram vistos deitados em uma máquina de torturar carne. Outro deles, na loja de Queensland, também teve que ir ao RH após “pranchar” em algumas caixas de leite.
Não há surpresa nenhuma em ouvir que “pranchar” é contra as regras de segurança e saúde das empresas, e por isso todos eles foram demitidos tão rapidamente. Mas juristas especializados estão dizendo que eles podem vencer uma disputa judicial por demissão injusta. Concordamos que não é a coisa mais inteligente de se fazer — ficar brincando disso, ainda mais no trabalho — mas ser demitido por fazer parte de um jogo besta de Facebook pode mesmo ser algo exagerado. [Daily Telegraph]

17 maio 2011

A origem esquecida do Twitter

Antes de o Twitter ser algo público, ele era apenas um hack para colocar o AOL Instant Messenger, o MSN da AOL, dentro do pager de Jack Dorsey.
O fundador do Twitter, Jack Dorsey, tem um passado digno de nota na cultura de mensagens instantâneas. Ele chegou a anunciar uma start-up de software de envio de mensagens, chamada D-Net, em 1999. Ele também gostava de ler as mensagens de status de seus amigos no AOL Instant Messenger. Ele queria combinar as duas coisas. E em uma era em que o AIM era o rei dos EUA, ele fez isso.
“Eu adorava bater o olho e ver as atualizações de status de meus amigos. Mas ao mesmo tempo eu gostava do aspecto de enviar algo, como se você estivesse longe de um teclado, mas os mensageiros instantâneos não permitiam isso”, diz Dorsey. “Eu tinha um pager da RIM, o 850, o primeiro aparelho voltado para e-mails. Eu programei um sistema em que eu podia enviar um e-mail por ele e atualizar meu status no AIM de onde eu estivesse. E funcionava! E eu também podia, de tempos em tempos, receber atualizações de minha lista de contatos via e-mail. Era incrível! Mas o número de pessoas que tinha esse aparelho era mínimo e o timing não era o ideal. Isso foi em 2001″.
Em 2006, quando ele trabalhava para Evan Williams na Odeo, Dorsey ressuscitou a ideia. Ele combinou os aspectos de timeline do LiveJournal com as atualizações de status dos mensageiros instatâneos, somado ainda ao sofware de envio que entregava as mensagens de forma remota. Boom. Nascia o Twitter.[ GIZMODO ]

16 maio 2011

Rede social para casados em busca de aventura, Second Love chega ao Brasil

Versão brasileira do site de origem holandesa já aceita cadastros, que são gratuitos; principal requisito é ter 25 anos ou mais.



Versão brasileira do site de origem holandesa já aceita cadastros, que são gratuitos; principal requisito é ter 25 anos ou mais.

Estreia no Brasil um site que tem causado polêmica nos países em que atua. É o Second Love, espécie de rede social criada em 2008, na Holanda, para quem busca aventuras amorosas ou sexuais sem compromisso.
A versão brasileira do site já aceita cadastros, que são gratuitos - o principal requisito é ter 25 anos ou mais. No entanto, para visualizar fotografias ou fazer contatos, é preciso contratar uma assinatura. "O Second Love analisa todos os cadastros dos membros para que todas as informações sejam verdadeiras", afirma o site, que promete ativar todas as funcionalidades a partir de julho.
Em relação à privacidade, o Second Love compromete-se a "não disseminar, vender ou comercializar seu endereço de e-mail, localização ou qualquer informação pessoal". Admite, porém, coletar "informações demográficas, assim como seu nome e localização".
Além do Brasil, o Second Love atua na Espanha, Holanda, Bélgica e em Portugal, onde estreou no mês passado. A assinatura mensal de 29,95 reais pode ser paga com boleto bancário, transferência bancária ou cartões de crédito. O site garante que, nos extratos, não será feita menção ao nome do site.

Homem morre devido a nova mania do Facebook chamada "pranchar"



Um australiano morreu ontem depois de cair do sétimo andar de um prédio. A polícia atribuiu a queda a um novo fenômeno do Facebook chamado “pranchar” (planking). Basicamente, isto significa deitar com o corpo esticado – como se você fosse uma prancha – em algum lugar inusitado, e postar a foto de você fazendo isso no Facebook. Parecia divertido… até ontem.
Acton Beale, de 20 anos, parece ter perdido o equilíbrio enquanto pranchava. E pronto, não precisou de mais nada pro acidente acontecer. Eu não sei como isto começou, nem porquê, ou qual a ideia que se passa com isto, mas “pranchar” parece ser uma nova mania na Austrália. Os pranchadores tiram fotos em cima de tudo: móveis, ruas, postes, lagos. Eles ficam esticados e duros, de cabeça para baixo, e alguém tira a foto deles fazendo isto, que depois vai para o Facebook. Mas o New York Post informa que a ideia fica perigosa quando os pranchadores se arriscam demais.
As pessoas estão tentando superar umas às outras pranchando em estruturas ou em posições precárias, colocando outros e eles próprios em risco, segundo declaração da Polícia de Queensland, na Austrália. “O potencial para desastres aumenta à medida que mais e mais riscos são tomados para se tirar uma foto mais radical.”
Então isto pode ser chamado de esporte radical? Enfim, tomem cuidado, pranchadores. [New York Post; vídeo via Ten News]

13 maio 2011

Facebook vai avisar aos usuários sobre links suspeitos.

WOT firmou parceria com a rede social e passará a alertar internautas que tentarem acessar sites com código malicioso ou conteúdo inadequado.

A companhia de segurança digital Web of Trust (WOT)anunciou na quinta (12) que, em parceria com oFacebook, protegerá os usuários da rede social contra links duvidosos.
Quando um usuário do portal clicar em um endereço que o leve a uma página com má reputação – segundo a comunidade da WOT – visualizará uma mensagem de alerta, podendo escolher se prefere visitá-la mesmo assim. Usualmente, esses sites possuem códigos maliciosos e conteúdo inapropriado, ou oferecem serviços fraudulentos.
“O Facebook olhará em nossa base de dados a reputação de cada link externo”, disse Vasa Perälä, CEO da companhia. “Se o endereço não for recomendado, o internauta saberá, e poderá buscas mais informações a respeito.
A intenção não é bloquear sites, destacou, mas alertar os membros sobre possíveis riscos. O recurso já foi testado por 1% dos usuários da rede social nos Estados Unidos. A partir desta sexta (13) ficará disponível para todos naquele país. Semana que vem, chega ao resto do mundo.
A comunidade da WOT já denunciou cinco milhões de sites. O serviço garante a confiabilidade da avaliação a partir de análise do comportamento de cada usuário – se ele costuma usar a ferramenta corretamente ou não. A avaliação é feita duas vezes por hora.
Mais de 20 milhões de internautas fazem parte do serviço. A empresa pretende aumentar o número para 50 milhões até o fim deste ano.
(Aino Frilander e Niko Rinta)

Facebook dificulta login com envio de código para celular.

Rede social cria opção para envio de código numérico, via SMS, a usuário que tentar entrar por dispositivos fora da lista de aprovados.

Para ajudar seus milhões de usuários a evitar o acesso não autorizado a suas contas, o Facebook adicionou um passo adicional de verificação em seu processo de login.
O novo recurso de segurança, chamado Login Approvals, tem a forma de uma autenticação de duas etapas, uma além da tradicional digitação de usuário e senha.
Com o Login Approvals, os usuários do Facebook podem agora pedir à empresa para exigir um código numérico, que deverá acompanhar as informações de usuário e senha sempre que alguém tentar efetuar um login a partir de aparelhos que não tenham sido previamente aprovados.
Pelo sistema, o Facebook vai enviar um código numérico em mensagem SMS ao celular que o usuário associou à conta, afirmou a empresa na quinta-feira (12/5), em blog.
Desta forma, uma conta estaria protegida contra acesso não autorizado por alguém que tivesse roubado as informações de usuário e senha.
Da próxima vez que essa pessoa tentar efetuar o login, o usuário legítimo será informado que alguém tentou acessar a conta e será aconselhado a alterar sua senha.
Se um usuário com o Login Approvals ativado tentar acessar a conta de um aparelho desconhecido sem ter o celular em mãos, ele permanecerá sem acesso até que consiga efetuar login de um aparelho aprovado.
Outras tecnologias
O Facebook considera empregar no Login Approvals outras tecnologias além do SMS, mas vai esperar até que essas outras formas de autenticação se tornem mais simples.
“Um desafio na construção de aprovações de login é equilibrar segurança e usabilidade. Recursos semelhantes em outros sites exigem que você baixe apps de autenticação ou compre tokens físicos para atuar como segundo fator. Essas abordagens são boas, e nós pensamos em empregá-las no futuro, mas elas exigem muito do usuário antes que possam ser utilizadas”, escreveu Andrew Song, estagiário de engenharia do Facebook, no blog da empresa.
Informações de usuário e senha são roubadas das pessoas por várias formas, como golpes de phishing, interceptação de comunicações Wi-Fi sem segurança e malwares que capturam digitação.
O recurso Login Approvals pode ser ativado por meio da seção Segurança da Conta, na página de configuração da conta do Facebook, segundo a empresa.
(Juan Carlos Perez)